CamaraLobos360
  • Património Religioso

Introdução

A devoção cristã de Câmara de Lobos reflete-se não só nas suas inúmeras tradições, como também num vasto património edificado. As várias igrejas e capelas são testemunhos das vivências da população câmara-lobense ao longo de quase 600 anos de história.

Sendo um elo entre o passado e o presente, estes templos são pontos centrais das suas comunidades, recebendo devotos de várias partes da ilha aquando das suas festividades.

Fun Fact
A Capela Vera Cruz de Quinta Grande é uma das mais antigas capelas da Diocese do Funchal, contruída em meados do século XVI a mando de João Gonçalves Zarco.

A freguesia de Câmara de Lobos é uma das mais antigas da ilha da Madeira, com origem na primeira metade do século XV, especificamente em 1430. Durante um reconhecimento da costa, os portugueses avistaram duas rochas delgadas que se projetavam para o mar, uma ao lado da outra, criando uma baía. Este local abrigava numerosos lobos-marinhos, e por isso, o capitão João Gonçalves Zarco nomeou o lugar de “Câmara de Lobos”.

Com uma área administrativa de 7,62 Km2, a freguesia é limitada a Este por São Martinho (concelho do Funchal), a Norte pelo Estreito de Câmara de Lobos, a Oeste pela Quinta Grande e a Sul pelo Oceano Atlântico. Encontra-se subdividida nos seguintes sítios: Caldeira, Caminho Grande e Preces, Caminho Grande e Ribeiro da Alforra, Cruz da Caldeira, Espírito Santo, Facho, Fajã, Garachico, Eras, Jesus Maria José, Lourencinha, Nogueira, Palmeira, Panasqueira, Pé-de-Pico, Pedregal, Quinta do Leme, Rancho, Ribeira da Caixa, Ribeiro de Alforra e Fonte Garcia, Ribeiro Real, Saraiva, Serrado da Adega, Serrado do Mar, Torre, Vila e Ilhéu.

A freguesia de Câmara de Lobos foi uma das primeiras a ser povoada, sendo a pesca e a agricultura as atividades de subsistência fundamentais. Atualmente, Câmara de Lobos é um dos principais centros piscatórios da Madeira, com um grande número de pescadores dedicando-se à prática. O papel desta atividade na comunidade local é tal, que originou alguns epítetos curiosos: pesquito, xavelha, charnota ou chernota e tangerino.

Para além da pesca, a qual se destaca pelas suas embarcações típicas - os xavelhas, a proximidade ao mar permitiu o desenvolvimento de outras atividades económicas, como é o caso da extração de sal marinho e a produção de cal que se realizavam no sítio da Trincheira, e mais recentemente as atividades marítimo-turísticas.

Nos últimos anos, esta freguesia tem ganhado a atenção dos que visitam a região, encantados com o seu centro urbano pitoresco, a paisagem envolvente e a gastronomia tradicional.