Habitado desde o século XV, inicialmente as terras do Curral das Freiras pertenceram a João Gonçalves Zarco, primeiro capitão donatário do Funchal, que posteriormente doou as suas terras a João Ferreira e à sua mulher Branca Dias, em 1462. Este território era utilizado para a pastagem de gado, principalmente caprino, pressupondo-se que a origem da designação de Curral refere-se às características físicas favoráveis para a pastorícia.
Em 1480, esta vasta propriedade foi vendida ao segundo capitão donatário do Funchal, João Gonçalves da Câmara que, em 1492, entrega ao Convento de Santa Clara como dote das suas filhas Elvira e Joana que se juntaram ao convento como noviças. Assim, o Curral passou a dominar-se “Curral das Freiras”.
Com uma área administrativa de 25,07 km², partilha fronteiras com os concelhos da Ribeira Brava a Oeste, São Vicente e Santana a Norte, Funchal a Este e a Sul com as freguesias do Jardim da Serra e Estreito de Câmara de Lobos. Encontra-se subdividida nos seguintes sítios: Achada, Balseiros, Capela, Casas Próximas, Colmeal, Fajã dos Cardos, Fajã Escura, Lombo Chão, Murteira, Pico do Furão, Terra Chã e Seara Velha.
A sua paisagem montanhosa e o seu isolamento geográfico conferem ao Curral uma identidade cultural única, sendo conhecido pela sua comunidade resiliente empreendedora. O relevo acidentado e a secular ligação à pastorícia e à agricultura, levaram à criação de uma extensa rede de caminhos pedonais que, ao longo dos séculos, foram o garante da subsistência, das trocas comerciais e das relações sociais com os que estavam para além do maciço montanhoso central. Hoje, este património histórico constitui um enorme atrativo para os amantes da natureza, do pedestrianismo, dos desportos de ar livre e daqueles que pretendem chegar a pé a outros pontos da ilha.