18-09-2024
Quinta Grande

A freguesia da Quinta Grande foi criada a 24 de julho de 1848 por carta régia, na sequência do desmembramento de alguns sítios das freguesias do Campanário e de Câmara de Lobos. Apesar desta freguesia ter alcançado a sua independência apenas no século XIX, a sua história remonta ao século XVI, aquando das terras da Quinta Grande ainda pertenciam a João Gonçalves Zarco.

Com uma área administrativa de 3,89 km², partilha fronteiras com a freguesia de Campanário a Oeste (concelho da Ribeira Brava), com a freguesia de Câmara de Lobos a Este e com a freguesia de Campanário (Fajã dos Padres) e o Oceano Atlântico a Sul. Encontra-se subdividida nos seguintes sítios: Aviceiro, Fontaínhas, Fontes, Igreja, Lombo, Quinta, Ribeira do Escrivão, Vera Cruz e Câmara do Bispo.

Até chegar à atual denominação, estas terras tiveram diversas designações, maioritariamente relacionadas com o seu proprietário. Em 1501 era conhecida por Quinta do Cabo Girão, seguindo-se as denominações de Quinta de Manuel de Noronha, Quinta de D. Maria de Ataíde, Quinta de Luís de Noronha, Quinta de Fernão de Noronha, Quinta dos Padres, Quinta da Companhia, sendo ainda cognominada em documentos oficiais de Quinta da Vera Cruz, e finalmente “Quinta Grande”. Numa alusão evidente à sua grandeza em termos da dimensão, a sua atual designação surgiu no final do século XVI, enquanto propriedade dos jesuítas.

A paisagem humanizada desta freguesia é resultado da atividade agrícola desenvolvida ao longo dos séculos. Inicialmente, a agricultura focava-se nas culturas de sequeiro, como o trigo, centeio e cevada, porque as nascentes e as linhas de águas eram insuficientes para culturas de rega mais exigentes. Paralelamente, nos terrenos com uma orografia mais acentuada, cultiva-se a vinha. No século XX, após a construção da Levada do Norte, a agricultura transitou para horticultura e fruticultura, sendo a freguesia reconhecida atualmente por esta produção.

Quinta Grande

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