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Eixo de financiamento:
Madeira 14-20
Proderam
O dia do concelho ou feriado municipal celebra-se, anualmente, a 16 de Outubro. Foi esta data fixada por deliberação camarária de 10 de Novembro de 1977, substituindo o 1º de Maio que até então vinha sendo celebrado, na suposição, que hoje se sabe errada, de que o dia 16 de Outubro corresponderia àquele em que no ano de 1835 se deu a instalação do concelho de Câmara de Lobos.
Com efeito, dados posteriores viriam confirmar o 4 de Outubro de 1835 com tendo sido o dia em que, não só tiveram lugar as eleições para o primeiro elenco camarário, como foram empossados os seus membros e, consequentemente, instalado o concelho.
De acordo com o Decreto com força de lei de 12 de Outubro de 1910, que institui, ao que julgamos saber, pela primeira vez os feriados municipais, estes, em número de um por ano, deveriam ser escolhidos entre os dias que representassem as festas tradicionais e características do município.
Não assentando em directrizes rígidas, mas antes na existência de algum consenso em torno da eleição de um acontecimento suficientemente importante para que lhe sirva de referência a escolha do dia do concelho ou feriado municipal é sempre um problema complexo e problemático, situação que faz com que não raras vezes se assista a alterações .
Ainda que as datas de criação ou instalação do concelho e as de elevação a categoria de vila ou cidade da sede do concelho, constituam as referências mais utilizadas nas opções para a fixação dia do concelho, outros acontecimentos marcantes na vida e história das populações, quer sejam de natureza política, social ou religiosa, poderão ainda serem considerados.
No concelho de Câmara de Lobos, a referência que, desde 1977, vem sendo utilizada, para a definição do dia do concelho é, a da sua instalação, tida na altura, como tendo ocorrido a 16 de Outubro de 1835, data que se sabe estar errada. Com efeito, dados posteriormente tornados públicos, apontam não o dia 16 mas o dia 4 de Outubro de 1835, como sendo o da instalação do concelho de Câmara de Lobos .
Aliás, a questão em torno da fixação do feriado municipal já havia sido colocada em 1950, altura, em que ele era comemorado no 1º de Maio .
Neste ano, mais precisamente, no dia 8 de Novembro, é presente na sessão camarária uma circular emitida, em 14 de Setembro desse ano, pela Direcção Geral de Administração Política e Civil, determinando que as Câmaras Municipais deveriam fixar o dia do feriado municipal, entre as datas das suas festas tradicionais ou características , . Na altura, referindo-se ao dia 1º de Maio vigente, como feriado municipal, em Câmara de Lobos, o então presidente da Câmara, Dr. Vasco Reis Gonçalves, aponta este dia como não tendo relação com qualquer festa tradicional ou acontecimento histórico desta região concelhia, mas antes recordava uma data de carácter político e social, cujo espírito era contrário às instituições vigentes, isto numa clara alusão ao dia do trabalhador, também celebrado nesta data.
Contudo, apesar de desconhecida a data e as motivações que terão levado à fixação do dia 1 de Maio como dia do concelho, será necessário não esquecer que a festividade em honra de São Tiago Menor terá provavelmente condicionado essa opção. Com efeito, este santo não só era alvo de importante culto da generalidade dos madeirenses, como também por parte da população da vila de Câmara de Lobos. A este propósito refira-se que a segundo a tradição, uma imagem de São Tiago fora pescada no mar da malha, a cerca de 5 km da terra e que depois de ter chegado ao porto da vila, foi levado em procissão até à igreja matriz, seguindo daí para a capela do Espírito Santo, onde anualmente era alvo de uma festa que tinha por lema "união , amor e fraternidade".
Ainda que, na sequência do conteúdo da circular de 14 de Setembro de 1950, a Câmara tivesse, na sua reunião de 8 de Novembro, deliberado propor para feriado municipal, o 16 de Outubro, tido como o dia da instalação do concelho, no ano de 1835, a verdade é que, não o fez sem antes confirmar tal dado. Nesse sentido e dada a inexistência, no arquivo municipal, de elementos sobre este facto histórico, em virtude de terem sido consumidos por um incêndio ocorrido a 6 de Janeiro de 1856, no edifício dos paços do concelho, foi deliberado solicitar ao Governo do Distrito cópias autênticas de quaisquer documentos existentes nos seus arquivos referentes ao facto. Na sessão do dia 20 de Novembro é presente a resposta do Governador do Distrito dando conta da inexistência de documentos referentes à criação do concelho de Câmara de Lobos. Em consequência disso, a Câmara delibera então fazer coincidir a o feriado municipal com a instalação do concelho e para que tal fosse feito com a máxima segurança solicita informações ao Arquivo Regional da Madeira.
No dia 14 de Março de 1951, é presente na respectiva sessão camarária um ofício do Arquivo Distrital, onde é dado conta de que, por alvará de 10 de Setembro de 1835, enviado à Câmara Municipal do Funchal, pelo Perfeito e Governador da Província da Madeira, tinha sido nomeado o domingo, 4 de Outubro, daquele ano, para a eleição das Câmaras Municipais, tendo tal acto se realizado nesse dia, uma vez que no livro de actas da Câmara Municipal do Funchal, em 6 de Outubro de 1835, constava a referência à instalação do concelho de Câmara de Lobos, ocorrida dois dias antes.
Perante estes dados, foi deliberado abolir o dia 1º de Maio, como data do feriado anual do município, por impróprio e falho de qualquer significado, fixando-o no dia 4 de Outubro, em comemoração da criação do concelho, em igual dia do ano de 1835. Nesse sentido, foi mandado que se afixassem editais tornando conhecida esta deliberação e que esta também fosse alvo de publicação no Diário do Governo, o que vem a acontecer no dia 27 de Março de 1951, na sua III Série e num jornal do Funchal, tendo sido escolhido, para o efeito, o Diário de Notícias, sendo o edital publicado na sua edição de 21 de Março de 1951.
Esta medida, contudo, não terá sido suficientemente implantada pelo que o 1ª de Maio, provavelmente porque já era um dia gozado como feriado em toda a ilha, acabaria por se manter e depois passar ao esquecimento.
Na sua sessão de 19 de Janeiro de 1972, a Câmara considerando que a freguesia de Câmara de Lobos é uma das mais antigas da ilha, em que a sua criação remonta aos princípios do segundo quartel do século XV, cuja sede paroquial foi a capela do Espírito Santo, mandada construir por João Gonçalves Zarco, mais tarde no princípio do século XVI, foi construída a igreja de São Sebastião, para onde foi transferida a sede paroquial, cujo santo passou a ser o orago da freguesia; considerando que todos os anos, no dia vinte de Janeiro é tradicional e característico se realizar na aludida igreja a festa com arraial em honra do referido Santo, a qual costuma afluir muitos forasteiros, delibera, por unanimidade, nos termos do número 13º do artigo 48º do Código Administrativo, fixar o dia 20 de Janeiro, feriado anual do concelho. Mais delibera pedir autorização ao Governo.
Ao que se supõe, esta deliberação, tal como a ocorrida em 1951, não terá tido qualquer eficácia, uma vez que, em 1977, o problema da fixação do dia do concelho é novamente alvo de abordagem camarária. Com efeito, o dia 3 de Novembro de 1977 a Câmara Municipal após ter tomado conhecimento da legislação vigor no que dizia respeito à fixação do dia do concelho delibera fixar o feriado municipal no dia 20 de Janeiro de cada ano, data coincidente com as festividades religiosas em honra de São Sebastião, orago da paróquia de Câmara de Lobos. Contudo, na sua sessão de 10 de Novembro de 1977, a Câmara volta a abordar o assunto, desta vez para substituir este dia pelo dia 16 de Outubro, de cada ano, em virtude desta data se referir à fundação do concelho, ocorrida segundo os documentos disponíveis, a 16 de Outubro de 1835.
O concelho de Câmara de Lobos foi criado por Portaria de 25 de Maio de 1835, na sequência de uma proposta que o então Perfeito, Mouzinho de Albuquerque, fez chegar ao Reino, visando a re-estruturação administrativa da ilha da Madeira e Porto Santo. Na altura, para além do concelho de Câmara de Lobos, foram também criados os concelhos de Santana e do Porto Moniz.
As primeiras eleições realizadas para a Câmara Municipal de Câmara de Lobos, tiveram lugar no dia 4 de Outubro de 1835, na sacristia da Igreja de São Sebastião, na freguesia de Câmara de Lobos.
Presente ao acto, para além dos cidadãos eleitores apurados nos recenseamentos realizados em cada uma das freguesias constituintes do concelho, estava João Crisóstomo Ferreira Urel, vereador fiscal da Câmara Municipal do Funchal e ali presente na qualidade de seu Delegado e responsável pela presidência da mesa eleitoral.
Concluído o escrutínio ficariam eleitos o Capitão João Joaquim Figueira Henriques, da freguesia de Câmara de Lobos, que por ser o mais votado ficou em presidente; o Capitão António Caetano Figueira de Barros Henriques, da freguesia do Estreito; Roque Teixeira de Agrela, da freguesia de Câmara de Lobos; o Capitão António de Francisco Caires Rego, da freguesia de Câmara de Lobos e Julião Francisco de Barros Henriques, da freguesia do Estreito. No mesmo dia, ao acto eleitoral seguiu-se o juramento dos eleitos, ficando a Câmara instalada.
Desde a instalação do concelho de Câmara de Lobos, ocorrida a 4 de Outubro de 1835 e não a 16 de Outubro, como tem sido aceite e condicionou mesmo a fixação do dia do concelho, muitas foram as pessoas que, estiveram à frente dos destinos do concelho e deram o melhor de si, em benefício na comunidade. Recordá-los é um acto de justiça, tanto mais que os cargos autáquicos só no pós-25 de Abril de 1974 é que passaram a serem alvo de remuneração. Até então, para além de serem exercidos de forma gratuita, a falta de meios para acudir às necessidades das populações, tornava tal tarefa ainda mais difícil.
Contudo, fazer uma abordagem das pessoas que ao longo destes anos foram os mais directos responsáveis pelo destino do concelho não é fácil: primeiro porque a Câmara não possui qualquer registo biográfico ou fotográfico dos seus presidentes; em segundo lugar porque um incêndio ocorrido no dia 6 de Janeiro de 1856, nos paços do concelho, destruíu toda a documentação então existente, chegando até nós, dessa época, unicamente um livro de registos, onde entre outros documentos se encontram as cópias das actas dos três primeiros actos eleitorais para a Câmara e, em terceiro lugar, porque, para a identificação da maioria dos nomes tidos como presidentes nos livros de vereações da Câmara, foi necessário uma exaustiva consulta dos registos de óbitos e nascimentos paroquiais, bem como dos livros de recenseamento, felizmente disponíveis desde 1858.
Relativamente ao período 1835-1855, em que não existem livros de vereações e é notória a falta de informação contida nos documentos do Governo Civil a que recorremos, não foi possível precisar a totalidade dos presidentes. Contudo, o acesso ao acima citado livro de registos e a uma colectânea de posturas, cujo único exemplar conhecido se encontra na posse do padre Manuel de Nóbrega, permitiu-nos minorar essa lacuna. O contacto com familiares de alguns daqueles que identificamos como presidentes, bem como a imprescindível colaboração da Photograhia - Museu Vicentes também nos permitiu enriquecer este trabalho com a respectiva fotografia.
Considerando-se como presidentes de Câmara aqueles que foram efectivamente eleitos ou nomeados para o cargo e não aqueles que o exerceram por seu impedimento, procurar-se-á enumerar neste texto, os vários presidentes que ao longo destes anos estiveram à frente dos destinos do concelho, fazendo-se sempre que possível sobre cada um deles uma ou outra referência biográfica.
No período entre 9 de Agosto de 1975 e 12 de Janeiro de 1977, a Câmara Municipal de Câmara de Lobos esteve sem Comissão Administrativa, sendo as suas funções exercidas interinamente pelo seu chefe de Secretaria Paulo Ferraz.
Capitão João Joaquim Figueira Henriques
Natural da freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu no dia 20 de Abril de 1779. Faleceu no local da sua residência ao sítio das Eras, Câmara de Lobos, em 1842. Era filho do Capitão Francisco Figueira Henriques, natural da freguesia de Câmara de Lobos e de Margarida Rita Ascenção, natural da Ribeira Brava. Foi o primeiro presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos.
Morgado António Ferreira Correia Henriques
A sua identificação ainda não está completamente feita. Contudo, admite-se que possa tratar-se do Comendador António Ferreira Correia Henriques Bettencourt da Câmara, filho de João Ferreira Corrêa Henriques de Bettencourt e Câmara.
Foi eleito presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos no dia 2 de Abril de 1837 e reeleito para segundo mandato, cargo onde se terá mantido até finais de 1839, princípios de 1840.
Capitão António Francisco de Cairos Rego
Proprietário, natural da freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu no dia 9 de Abril de 1796. Residiu ao sítio da Lourencinha e faleceu no dia 19 de Julho de 1874, no sítio do Serrado da Adega, freguesia de Câmara de Lobos. Era filho do Capitão Francisco João de Cairos, proprietário, natural de Câmara de Lobos e de Mariana Francisca (Rosa Vidal) de Cairos, natural da freguesia da Sé. Casou, na igreja de São Sebastião, a 18 de Fevereiro de 1824 com Carlota Joaquina de Almeida, natural de Santa Luzia.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos pelo menos no decurso de 1840.
Manuel Rodrigues Serrão
Proprietário, natural da freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu por volta de 1794, residindo ao sítio de Jesus Maria José. Era provavelmente filho de João Rodrigues Serrão e de Ana Batista. Casou em Câmara de Lobos, no dia 7 de Agosto de 1822 com Vitorina Mendonça de Barros.
Terá sido presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos em 1841, em 1852 e em 1855, admitindo-se que , a avaliar pela duração bienal dos mandatos, possa ter estado à frente dos destinos da Câmara também em 1853 e 1854.
Capitão António Nicolau Gonçalves Henriques
Proprietário, natural da freguesia do Campanário, residindo, contudo muito provavelmente, a partir de 1822 ou 1823, na freguesia do Estreito, na vizinhança da igreja, onde morre no dia 13 de Fevereiro de 1857. Era filho do Capitão Francisco Gonçalves e de Isabel Maria Henriques. Foi casado com Antónia Maria Júlia de Barros Henriques, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos pelo menos em 1845.
Alferes Manuel Joaquim Lopes
Natural da freguesia de Câmara de Lobos. Faleceu em data posterior a 1847 e anterior a 1852. Era filho do Capitão Manuel Joaquim Lopes natural da freguesia de Santo António e de Francisca Júlia Pinto, natural da freguesia de Câmara de Lobos.
Casou na capela de Nossa Senhora da Boa Hora, no dia 27 de Junho de 1835, com Rosa Augusta da Silva. Foi o primeiro administrador do concelho, cargo que assumiu a 4 de Outubro de 1835 e terá sido presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos pelo menos em 1847.
João Teixeira de Agrela
Natural de Câmara de Lobos, onde nasceu no dia 1 de Novembro de 1782. Residia ao sítio da vila, onde faleceu, solteiro e sem descendência a 27 de Dezembro de 1855. Era filho de Manuel Teixeira de Agrela e de Ana dos Reis, naturais da freguesia de Câmara de Lobos .
Terá sido presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, pelo menos em 1849.
Morgado João António Ozório de Menezes
Nasceu por volta de 1789, no sítio de Jesus Maria José, na freguesia de Câmara de Lobos e faleceu solteiro, no dia 22 de Outubro de 1856, no Serrado do Galego, Caminho Grande e Preces, freguesia de Câmara de Lobos, onde residia. Era filho do Morgado Lúcio Francisco de Barros, natural da freguesia da Sé e de Maria (Mendonça) Ozório de Menezes, natural de Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos de 2 de Janeiro de 1856 a 15 de Outubro do mesmo ano.
Constâncio Pestana Pinto
Proprietário, natural de Lisboa, onde nasceu no dia 11 de Fevereiro de 1821, tendo falecido no dia 17 de Fevereiro de 1883, no sítio da Vargem, freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, onde residia. Era filho de João Gualberto Pinto, natural do Estreito de Câmara de Lobos e de Luisa Margarida do Monte, natural da freguesia de Santa Luzia.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 15 de Outubro de 1856 até 1 de Outubro de 1858.
José Figueira de Ornelas
Proprietário, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, onde nasceu a 22 de Janeiro de 1792. Residiu no sítio da Vargem, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, onde faleceu a 21 de Julho de 1877. Era filho de José Figueira de Ornelas e de Josefa Maria de Barros, naturais do Estreito. Foi casado com Paula Maria da Silva.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos durante o biénio de 1858/1859, cargo em que foi empossado a 2 de Janeiro de 1858.
Dr. António Joaquim de Faria
Médico, natural da freguesia da Sé, Funchal, onde nasceu por volta de 1824. Faleceu no dia 13 de Abril de 1880, na sua residência ao sítio da Torre, freguesia de Câmara de Lobos. Era filho de António Joaquim de Faria e de Gertrudes Júlia da Conceição, proprietários e naturais da freguesia da Sé. Foi casado com Carolina Augusta Salvaterra.
Foi presidente da Câmara Municipal por três vezes. Na primeira, tomou posse do cargo no dia 2 de Janeiro de 1860, para um mandato de dois anos; a 9 de Janeiro de 1874 volta à presidência da Câmara e a 2 de Janeiro de 1876, assume novo mandato, que no entanto só vai até ao dia 10 de Abril de 1876.
Joaquim Figueira da Silva Júnior
Proprietário, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, onde nasceu ao sítio da Vargem, no dia 13 de Maio de 1821. Era filho do tenente Joaquim Figueira da Silva e de Domingas Rosa da Silva. Casou no dia 19 de Agosto de 1835, na capela das Almas, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, com Maria Teresa Pinto.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos no biénio de 1866/1867, cargo em que foi empossado no dia 2 de Janeiro de 1866.
Roque Teixeira de Agrela
Nasceu em Câmara de Lobos, no dia 16 de Agosto de 1792, tendo falecido no dia 25 de Janeiro de 1883, aos 90 anos de idade. Era solteiro e residiu até por volta de 1880 na vila de Câmara de Lobos, fixando-se depois no Funchal, à rua Imperatriz, freguesia de São Pedro, onde faleceu a 25 de Janeiro de 1883.
Era filho de Manuel Teixeira de Agrela e de Ana dos Reis.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos no biénio de 1864/1866, tendo sido empossado nesse cargo a 2 de Janeiro de 1864.
Manuel Pinto Corrêa
Proprietário, natural da freguesia de São Martinho, onde nasceu por volta de 1821. Faleceu no dia 21 de Novembro de 1898, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos onde residia ao sítio de Pico e Salões. Era filho de José Pinto Corrêa, natural de S. Martinho e de Paulina Maria Henriques, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos. Era casado com Luisa Maria de Barros.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos no biénio de 1868/1869, cargo em que foi empossado a 13 de Abril de 1868.
Luís Soares de Sousa Henriques
Proprietário, natural da freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu por volta de 1831. Faleceu, aos 80 anos, a 18 de Março de 1911, na sua residência ao sítio do Caminho Grande e Preces, na freguesia de Câmara de Lobos. Era filho do Alferes Luís Soares de Sousa e de Joaquina Luisa Henriques, naturais de Câmara de Lobos.
Casou em 28 de Novembro de 1862, na igreja de São Sebastião, com Caetana Maria Gonçalves, natural do Campanário.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, durante vários mandatos, tendo também exercido por várias vezes o cargo de Administrador do concelho, facto que frequentemente o obrigava a se fazer substituir na presidência da Câmara.
José Figueira da Silva
Proprietário, natural do Estreito de Câmara de Lobos, onde nasceu por volta de 1829, tendo falecido no dia 23 de Março de 1907, ao sítio da Ribeira Fernanda, freguesia do Estreito de Câmara de Lobos onde residia. Era filho do Tenente Joaquim Figueira da Silva e de Domingas Rosa, proprietários e naturais da freguesia do Estreito. Era casado com Vitorina Olívia Figueira (Vitorina Oliveira Jardim Figueira).
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre o dia 2 de Agosto de 1876 e o dia 1 de Janeiro de 1882.
Clemente de Sousa Aguiar
Proprietário, natural freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu a 2 de Outubro de 1847 e faleceu, muito provavelmente em 1888. Era filho de Clemente de Sousa Aguiar e de Alexandrina Clélia de Sousa Aguiar.
Casou no dia 1 de Janeiro de 1872, na igreja de São Sebastião, com Carlota de Cairos Correia Noronha, viúva de Henrique Correia de Noronha. Tendo ficado viúvo voltou a casar, em 18 de Agosto de 1886, com Carlota Amália Drumond da Veiga, natural de São Pedro.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, entre 1882 e 1885.
João Joaquim Gonçalves Henriques
Proprietário, natural do Garachico, freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu por volta de 1836. Faleceu no dia 9 de Agosto de 1895 ao sítio do Caminho Grande e Ribeiro da Alforra, onde residia. Era filho de António Joaquim de Freitas Henriques, proprietário, natural do Estreito de Câmara de Lobos e de Ana Júlia Freitas Henriques, natural da freguesia de Câmara de Lobos.
Casou na igreja de São Sebastião, em Câmara de Lobos, no dia 26 de Novembro de 1874 com Vicência Lucina de Barros Henriques, natural de Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos no ano de 1886, tendo sido empossado nesse cargo a 2 de Janeiro.
Dr. Francisco Eduardo Henriques
Médico, natural da Ponta do Sol, onde nasceu a 9 de Março de 1848, tendo falecido no Funchal, a 5 de Janeiro de 1912.
Era filho de António Gonçalves Henriques, natural de Câmara de Lobos e de Matilde Adelaide Henriques, natural da freguesia de São Pedro. Casou, na igreja de S. Sebastião, em Câmara de Lobos, no dia 9 de Outubro de 1871 com sua prima, Carolina Matilde Henriques, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos no biénio de 1887/1888, cargo em que foi empossado a 2 de Janeiro de 1887.
Dr. António Silvino de Macedo
Médico, natural da freguesia do Campanário, onde nasceu em 1847. Faleceu na sua residência, ao sítio do Ribeiro Real, na freguesia de Câmara de Lobos, no dia 29 de Abril de 1917. Era filho de João Nepomuceno de Macedo e de Matilde Augusta de Freitas Macedo. Casou no dia 8 de Outubro de 1894, na freguesia de São Vicente com Maria Pia de Sousa Macedo, natural de São Vicente.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, entre o dia 2 de Janeiro de 1890 e o dia 1 de Janeiro de 1893.
João António da Veiga
Escrivão da Fazenda Púlica, natural do Funchal, onde nasceu por volta do ano de 1824. Era filho de João Plácido da Veiga e de Maria Rosa de Jesus. Era neto paterno do comendador João Paulo da Veiga, natural do Porto e delegado do Tesouro na Alfândega do Funchal, e de Jacinta Rosa Leça da Veiga. Casou por volta de 1850 com Maria Amália Drumond da Veiga. Residiu no Serrado da Adega, em Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 2 de Janeiro de 1893, dando a 1 de Janeiro de 1896.
Pe. António Silvino Gonçalves de Andrade
Sacerdote católico, natural da freguesia do Campanário, onde nasceu a 12 de Setembro de 1822. Faleceu no dia 4 de Março de 1902, na sua residência ao sítio do Caminho Grande e Preces, na freguesia de Câmara de Lobos.
Era filho do Tenente Francisco Joaquim Gonçalves de Andrade, natural do Campanário e de Caetana Maria Gonçalves Macedo, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 15 de Dezembro de 1897 até Janeiro de 1898.
Luís Augusto Mendes
Proprietário, natural da freguesia do Campanário onde nasceu por volta de 1843-1845. Faleceu no local da sua residência, ao sítio da Igreja da mesma freguesia aos 2 de Outubro de 1923. Era filho de Luís Francisco Mendes e de Ana Emília Mendes, naturais da freguesia do Campanário.
Casou aos 51 anos de idade, na igreja de São Brás, freguesia do Campanário, no dia 17 de Fevereiro de 1896, com Maria Matilde Mendes, natural da freguesia da Sé e residente na freguesia do Campanário, Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 2 de Janeiro de 1896 a 3 de Novembro de 1897.
Pe. João Joaquim de Carvalho
Sacerdote católico, natural da freguesia da Sé, concelho do Funchal, onde nasceu no dia 14 de Abril 1865, tendo falecido a 15 de Dezembro de 1942, na freguesia de S. Pedro, no Funchal. Era filho de Manuel José de Carvalho e de Maria Antónia Leça de Carvalho.
Para além da sua actividade eclesiástica, o Padre João Joaquim de Carvalho, foi também presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, estando à frente dos destinos da autarquia entre 2 de Janeiro de 1905 a 9 de Dezembro de 1908
Francisco Nunes Pereira de Barros Júnior
Proprietário, natural da freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu no dia 30 de Janeiro de 1863 e faleceu, na sua residência ao sítio da Ribeira Fernanda, no dia 16 de Janeiro de 1942. Era filho de Francisco Nunes Pereira de Barros natural da freguesia de Câmara de Lobos e de Luísa Maria Teresa Figueira de Barros, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos. Foi casado com Alice Georgina Figueira da Silva.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos Lobos, de 24 de Janeiro de 1898 a 23 de Fevereiro de 1902.
Manuel Justino Henriques
Proprietário, natural do Garachico, freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu no dia 16 de Junho de 1857. Faleceu, na sua residência situada na vila de Câmara de Lobos no dia 9 de Maio de 1940. Era filho de António Joaquim de Freitas Henriques, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos e de Ana Júlia de Freitas Henriques, natural da freguesia de Câmara de Lobos.
Casou no dia 28 de Janeiro de 1885, na igreja de São Sebastião, com Antónia Jacinta da Silva Henriques, natural da vila de Câmara de Lobos
Para além de presidente da Câmara, cargo que exerceu por várias vezes, foi também administrador do concelho.
Francisco Teodoro da Silva
Proprietário, natural da Quinta de Santo António, freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, onde nasceu por volta de 1845. Faleceu a 13 de Julho de 1934, na Quinta se Santo António, Estreito de Câmara de Lobos, onde residia. Era filho de Francisco Teodoro da Silva e de Joaquina de Jesus. Casou com Maria Carolina da Silva (Maria Carolina da Encarnação) também natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos.
Para além de presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, cargo que exerceu entre 27 de Junho de 1912 a 4 de Janeiro de 1914, Francisco Teodoro da Silva exerceu também responsabilidades de Administrador do concelho.
Sabino Teodoro da Silva
Proprietário, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, por volta de 1864 e faleceu na sua residência na vila de Câmara de Lobos, no dia 1 de Abril de 1940. Era filho de Francisco Teodoro da Silva e de Maria Carolina da Encarnação, naturais da freguesia do Estreito, onde residiam ao sítio da Quinta de Santo António. Casou pela primeira vez, aos 27 anos, no dia 29 de Abril de 1891, na igreja de São Sebastião, com Maria José Teixeira da Silva, natural da freguesia do Estreito.
Exerceu vários mandatos como presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, nomeadamente o dia 2 de Janeiro de 1918 e 27 de Janeiro de 1918; entre 21 de Novembro de 1919 e 1 de Janeiro de 1923 e entre 2 de Janeiro de 1926 e 27 de Agosto de 1926, Sabino Teodoro da Silva, foi também juiz da paz e regedor na freguesia de Câmara de Lobos.
Manuel Joaquim Lopes
Proprietário, natural da freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu por volta do ano de 1838 e faleceu no dia 9 de Maio de 1921, na sua residência ao sítio da Lourencinha, freguesia de Câmara de Lobos. Era filho de Manuel Joaquim Lopes, que foi o primeiro Administrador do concelho de Câmara de Lobos e, mais tarde, também presidente da Câmara e de Rosa Augusta da Silva, ambos naturais da freguesia de Câmara de Lobos.
Casou na igreja de São Sebastião, no dia 17 de Junho de 1877, com Maria Matilde da Silva, residente ao sítio da Lourencinha.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 23 de Fevereiro de 1918 e 27 de Janeiro de 1919.
Dr. Fernão Gonçalves
Médico, natural da freguesia de Santa Maria Maior, onde nasceu aos 26 de Setembro de 1882. Faleceu na sua residência ao sítio da Torre, em Câmara de Lobos no dia 14 de Janeiro de 1919, sendo contudo sepultado no cemitério das Angustias. Era filho de Luís Filipe de Sousa Gonçalves e de Maria Leonor de Freitas. Casou com Gabriela de Ornelas Gonçalves, natural da freguesia de São Pedro.
É o pai do Dr. Fernão de Ornelas.
Foi durante cerca de um mês, entre 28 de Janeiro de 1918 e 23 de Fevereiro de 1918, presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos.
Francisco Figueira Ferraz
Natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, onde nasceu por volta de1861. Faleceu no Estreito de Câmara de Lobos no dia 5 de Maio de 1948, sendo, contudo sepultado no cemitério das Angústias.
Era filho de Manuel Figueira Ferraz e de Francisca Júlia de Barros. Casou, pela primeira vez com Antónia Figueira Ferraz e pela segunda vez, por volta de 1906, com Maria Emília Tavares Ferraz, natural do Estreito.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 27 de Fevereiro de 1919 e 8 de Junho de 1919.
João Ernesto Pereira
Nasceu no sítio das Quebradas, freguesia de São Martinho, a 3 de Novembro de 1894 e faleceu na sua residência ao sítio do Ribeiro Real, freguesia de Câmara de Lobos a 17 de Outubro de 1981. Era filho de Maria Adelaide Afonso Pereira e de João Francisco Pereira. Casou em Junho de 1914 com Maria Matilde Lopes Pereira, natural de Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos por duas vezes, a primeira entre Junho e Novembro de 1919 e a segunda entre Junho de 1931 e Julho de 1934. Para além de ter exercido o cargo de presidente da Câmara, João Ernesto Pereira foi durante vários anos administrador do concelho, cargo a que o seu nome se encontra mais fortemente ligado.
José Silvestre Vieira
Nasceu na freguesia de Câmara de Lobos no dia 31 de Dezembro de 1888. Faleceu no dia 28 de Janeiro de 1965, ao sítio da vila, Câmara de Lobos.
Era filho de Manuel Vieira e de Albina de Jesus, ambos naturais e residentes em Câmara de Lobos. Foi casado por duas vezes. Casou a primeira vez, no dia 17 de Maio de 1916, na freguesia de Câmara de Lobos, com Maria Matilde Pestana de Barros, natural de Câmara de Lobos.
Casou pela segunda vez, em Câmara de Lobos, no dia 2 de Dezembro de 1937, com Maria das Dores Soares de Sousa, natural de Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 13 de Julho de 1927 e 17 de Fevereiro de 1928.
José de Barros Júnior
Comerciante, natural de Câmara de Lobos, onde nasceu no sítio da Torre no dia 17 de Junho de 1896 e faleceu no dia 26 de Setembro de 1977. Era filho de José de Barros e de Maria Cristina Dantas. Era neto paterno de António de Barros e de Inácia Emília Araújo de Barros.
Casou na freguesia de Câmara de Lobos no dia 11 de Julho de 1920 com Alice Henriqueta Henriques.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 17 de Fevereiro de 1928 e de 12 de Junho de 1931.
Agostinho de Sousa
Até ao momento não foi possível conhecer a sua identidade. Foi nomeado presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, por alvará de 16 de Julho de 1934, tendo a tomada de posse ocorrida no dia 18 do mesmo mês. Contudo, o mandato terminaria poucos dias depois sendo exonerado por alvará de 26 de Julho de 1934.
Francisco Ferreira
Nasceu na freguesia de Câmara de Lobos, no dia 2 de Abril de 1887 e faleceu no dia 25 de Dezembro de 1965, no Funchal, onde na altura se encontrava a residir. Era filho de Manuel Ferreira e de Tomásia Augusta de Sousa. Casou em Câmara de Lobos, no dia 6 de Julho de 1911 com Filomena Celeste Pita Ferreira, natural de Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 27 de Julho de 1934 e 12 de Maio de 1937, altura em que a seu pedido é exonerado. Apesar de ter abandonado a presidência da Câmara, integrou no entanto, como vogal, a equipa do seu sucessor, cargo de que viria a ser exonerado a seu pedido, em Novembro de 1937.
Ângelo de Menezes Marques
Professor primário, natural da freguesia de Santa Maria Maior, onde nasceu a 31 de Maio de 1898. Faleceu a a 2 de Fevereiro de 1984. Era filho de João Joaquim Marques e de Maria Evangelina Menezes Marques. Casou a 25 de Novembro de 1926, na freguesia de Serra de Água, com Amélia da Silva Carvalho, natural da freguesia da Sé.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 12 de Maio de 1937 e 26 de Novembro de 1941, tendo exercido também durante algum tempo as funções de Administrador do Concelho.
José de Sousa Câmara
Médico, natural da freguesia de Santa Maria Maior, no Funchal, onde nasceu no dia 19 de Março de 1907 e faleceu em Lisboa a 13 de Maio de 1972, aos 65 anos. Era filho de Manuel Gomes Câmara e de D. Adelaide Felismina de Sousa Câmara, naturais da freguesia de Santa Maria Maior.
Tomou posse do cargo de presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, no dia 27 de Novembro de 1941 a 12 de Setembro de 1945 (?).
DR. Vasco dos Reis Gonçalves
Médico, natural da vila de Câmara de Lobos, onde nasceu no dia 25 de Março de 1914. É filho de Manuel Augusto Gonçalves e de Maria Lídia Gonçalves. Casou na igreja de São Pedro, no dia 21 de Janeiro de 1950, com Mécia Maria Gouveia de França Reis Gonçalves, natural do Porto Moniz.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos por duas vezes: a primeira entre 3 de Setembro de 1945 a Abril de 1959 e segunda entre 29 de Junho de 1973 e 2 de Outubro de 1974.
António Prócoro de Macedo Júnior
Comerciante, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, onde nasceu no dia 10 de Março de 1910, tendo falecido no Funchal no dia 29 de Março de 1986. Era filho de António Prócoro de Macedo, natural do Estreito de Câmara de Lobos e de Elvira Florença Baptista Macedo. Foi casado com Maria Celeste Figueira de Jesus Macedo, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos..
João Mimoso de Aragão Figueira de Freitas
Comerciante, natural da freguesia da Sé, onde no dia 26 de Dezembro de 1926, tendo falecido no dia 6 de Setembro de 1974, no Funchal onde residia. Era filho de João Figueira de Freitas e de Maria do Pilar Mimoso Betencourt Aragão Figueira de Freitas, ambos naturais do Funchal.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 21 de Abril de 1971 e 12 de Junho de 1973. Contudo, a partir de 12 de Abril de 1972, João Mimoso Aragão Figueira de Freitas, já deixa de comparecer às sessões, substituindo-o o seu vice-presidente João de Araújo Afonso.
Gregório Arlindo Figueira de Faria
Comerciante, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, onde nasceu a 23 de Abril de 1930. É filho de Manuel Figueira de Faria e de Matilde de Ascenção, ambos naturais do Estreito de Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 9 de Outubro de 1974 e 29 de Abril de 1975.
João Abel Gonçalves de Azevedo
Comerciante, natural de Câmara de Lobos, onde nasceu no dia 23 de Janeiro de 1945. É filho de João Gonçalves Azevedo e de Vera Quintal Faria, naturais de Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 30 de Abril de 1975 e 8 de Agosto de 1975, data da última acta existente, onde figura o seu nome como presidente da Câmara. Com efeito em resultado de um atentado bombista de que foi alvo o seu automóvel, terá pedido por essa altura a exoneração do cargo que vinha exercendo.
João Heliodoro da Silva Dantas
Natural da freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu ao sítio de Jesus Maria José, a 22 de Outubro de 1932. É filho de João Soares Dantas e de Cecília Olga Teixeira da Silva, naturais de Câmara de Lobos.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, entre 13 de Janeiro de 1977 a 2 de Janeiro de 1983.
Arlindo José de Oliveira Melim
Professor primário, natural da freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu a 7 de Dezembro de 1929. É filho de José Pedro de Melim, natural do Porto Santo e de Maria de Oliveira Melim, natural de Santa Maria Maior.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 3 de Janeiro de 1983 a 31 de Dezembro de 1985.
Gabriel Gregório do Nascimento Ornelas
Ajudante de notário, natural da freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu no dia 9 de Setembro de 1945.
É filho de Antonino Celestino de Ornelas e Arsénia da Silva Nascimento de Ornelas.
Foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre 1 de Janeiro de 1986 e 31 de Dezembro de 2001.
Arlindo Pinto Gomes
Gerente bancário, natural da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, onde nasceu no dia 29 de Julho de1958. É filho de Alfredo Fernandes da Paixão Gomes e de Maria Nazaré Pinto.
É desde 1 de Janeiro de 2002 presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos.
Câmara de Lobos, suas Gentes, História e Cultura
Esta é uma página privada elaborada por Manuel Pedro Freitas, sobre Câmara de Lobos, um dos onze concelhos em que se encontra administrativamente dividido o arquipélago da MADEIRA. Nela são dados a conhecer alguns dos aspectos históricos, culturais e sociais, relacionados com este concelho, constituído pelas freguesias de Câmara de Lobos, do Estreito de Câmara de Lobos, da Quinta Grande, do Curral das Freiras e do Jardim da Serra.
Concelho de Câmara de Lobos
O concelho de Câmara de Lobos é constituído pelas freguesias de Câmara de Lobos, do Estreito de Câmara de Lobos, do Curral das Freiras, da Quinta Grande e do Jardim da Serra e foi criado por Portaria de 25 de Maio de 1835, tendo a sua instalação ocorrido no dia 4 de Outubro do mesmo ano.
Inicialmente formado pelas freguesias de Câmara de Lobos, do Curral das Freiras, do Estreito de Câmara de Lobos e do Campanário, então pertencentes ao concelho do Funchal, até ser atingida a sua actual constituição, várias alterações entretanto viriam a ocorrer. Assim, a 24 de Julho de 1848, às quatro freguesias iniciais, juntar-se-ia uma outra, a freguesia da Quinta Grande, surgida na sequência do desmembramento de alguns sítios das freguesias do Campanário e de Câmara de Lobos, ficando assim o concelho acrescido em mais uma freguesia, ainda que mantendo a mesma área territorial. A 6 de Maio 1914, perde a freguesia do Campanário que é integrada no novo concelho da Ribeira Brava e a 5 de Julho de 1996 é criada uma nova freguesia, denominada de Jardim da Serra, constituída a partir da desagregação de alguns sítios da zona alta da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos.
Como consequência, a partir desta data, o concelho de Câmara de Lobos, passa a ser constituído pela freguesia de Câmara de Lobos, criado por volta de 1430; pela freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, criada por volta de 1509; pela freguesia do Curral das Freiras criada a 17 de Março de 1790; pela freguesia da Quinta Grande, criada a 24 de Julho de 1848 e pela freguesia do Jardim da Serra criada, a 5 de Julho de 1996.
Durante este percurso ainda haverá a destacar a elevação, a 15 de Setembro de 1994, da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos à categoria de vila e a elevação, em 3 de Agosto de 1996, da vila de Câmara de Lobos à categoria de cidade.
População
O concelho de Câmara de Lobos tem, de acordo com o censo de 1991, uma população presente de 30.814 e uma população residente de 31.476 habitantes, dos quais 14.788 (47%) são do sexo masculino e 16.688 (53%) do sexo feminino. A sua densidade populacional é de 601,03 habitantes por km2 e a sua população é aquela que na Região Autónoma da Madeira apresenta o mais baixo índice de envelhecimento, 22,7%.
A população activa do concelho de Câmara de Lobos é de 10.986 habitantes, sendo de 10.125 o de empregados, dos quais 7.326 (72,35%) são do sexo masculino e 2.799 (27,65) do sexo feminino. O sector de actividade primária ocupa 2.153 homens e 150 mulheres; o sector de actividade secundária 3.045 homens e 961 mulheres e o sector terciário 2.128 homens e 1.688 mulheres.
Em termos de culto religioso, a população do concelho de Câmara de Lobos, a exemplo de toda a Madeira é profundamente religiosa e professa, na sua quase totalidade a religião católica.
Áreas e limites geográficos do concelho de Câmara de Lobos
O concelho de Câmara de Lobos possui uma superfície total de 52,37 km2, ocupando a freguesia de Câmara de Lobos 7,87 km2; a freguesia do Estreito e do Jardim da Serra 15,24 km2; a freguesia do Curral das Freiras 25,07 km2 e a freguesia da Quinta Grande 4,19 km2.
É limitado a leste pelo concelho do Funchal, a oeste pelo concelho da Ribeira Brava, a norte pelos concelhos de Santana e São Vicente e a sul pelo oceano Atlântico, exceptuando-se num entanto uma parte da Quinta Grande, onde a Fajã dos Padres pertencente ao concelho da Ribeira Brava se interpõe entre esta e o mar.
O Decreto-Lei nº 40.221 de 5 de Julho de 1955, define, contudo, de forma precisa estes limites da seguinte maneira:
Ao norte, partido do Pico do Arieiro, o limite concelhio segue pela linha de alturas definida pela Pedra Rija, Pico do Cidrão, Pico do Gato, Pico das Torres, Pico da Cágada, Pico Ruivo de Santana, Pico da Lapa da Cadela, Pico do Coelho, Pico das Eirinhas, Pico da Laje, Pico das Torrinhas, Pico Casado e Pico do Jorge. A oeste, segue pelo Pico do Jorge pela linha de alturas concretizada pelo Pico Arranha-Mata, Pico do Cerco, Pico Grande, Pico do Serradinho, Boca do Paço de Aires, Boca dos Corgos, Alto dos Aviceiros, Lombo do Covão, ou Estrebaria, Pico do Trevo, Eira das Moças e Pico da Cruz, donde segue pelo caminho da Achada do Campanário até à Vera Cruz, continuando pelo lombo da Partilha até à escarpa sobranceira ao mar, conforme demarcação assinalada pelos serviços cadastrais. A sul, o concelho é limitado pela dita escarpa até à foz da Ribeira da Quinta Grande e depois pela linha da costa desde aquela ribeira até à ribeira dos Socorridos, não englobando por isso a Fajã dos Padres. A leste corresponde ao limite oeste do concelho do Funchal, ou seja pela linha que parte do Pico do Serrado e segue pelo Lombo da Partilha até à confluência do ribeiro das Eiroses com a ribeira dos Socorridos, que serve de limite concelhio até ao mar.
Escritores e poetas camaralobenses
Ainda que Câmara de Lobos não possua nenhum escritor ou poeta que faça da escrita a sua actividade ou ocupação principal, ao longo dos tempos alguns dos seus habitantes têm-se destacado nesta actividade, quer através da publicação de alguns livros quer através da publicação de textos e poemas em publicações da especialidade. Ainda que sujeito a críticas, nesta página procurei seleccionar aqueles que tendo trabalhos publicados me pareceram os mais significativos representantes das letras no concelho de Câmara de Lobos.
Historiadores Camaralobenses
Tal como acontece com os escritores e poetas, Câmara de Lobos não possui nenhum historiador que tivesse feito ou faça da pesquisa histórica a sua actividade ou ocupação principal, o que não quer dizer que não tenha algumas figuras reconhecidas tanto localmente como a nível regional e nacional, nesta área do conhecimento.
Músicos Câmara-lobenses
Diz a tradição que Câmara de Lobos é uma terra de músicos. E, na realidade, esta afirmação não deixa de corresponder à verdade tão elevado é o seu número. Contudo, destacar individualmente todos quantos sobressaíram nesta actividade é não só difícil, como impossível.
Ainda que reconhecendo o valor que outros possam ter tido, julgamos que os mais significativos protagonistas câmara-lobenses desta actividade estarão representados nos seguintes:
Artistas Plásticos Camaralobenses
Se é verdade que, em Câmara de Lobos, vários são os artistas plásticos, já individualizá-los se torna mais difícil, uma vez que a avaliação do seu trabalho nem sempre é fácil. Por esse facto, seleccionamos para destaque nesta página aqueles sobre os quais temos conhecimento que terão participado individualmente com os seus trabalhos em exposições públicas.
Políticos Camaralobenses
Tal como de médico e louco, todos temos um pouco, não há dúvidas de que também todos nós temos algo de políticos. Sendo isto verdade, não será com alguma dificuldade que conseguiremos individualizar aqueles que, ao longo dos anos e num concelho tão populoso, como é Câmara de Lobos, aqueles que nesta área mais se distinguiram.
Por outro lado, o facto de determinado indivíduo ter exercido um cargo político, não lhe dá o direito de, à partida, merecer destaque como tal, o que torna a tarefa ainda mais difícil.
De entre os políticos camaralobenses haverá a destacar:
Médicos Câmara-lobenses